Sinto falta de algumas coisas de antigamente. De como eu me sentia, de como eu era e com quem eu criava meus ciclos de amizade. Estudei oito anos consecutivos em uma mesma escola, na qual eu tinha vários amigos, amigos de verdade. Tinha a menina que eu mandava cartinhas de amor com corações bizarros pichados no final da folha, tinha meu melhor amigo que me ajudava nas questões de matemática e que brigávamos quase toda semana mas as reconciliações eram imediatas. Tinha o menino que sempre pegava no meu pé e me odiava, eu gostava daquela relação de ódio, acreditem.
São coisas que hoje em dia, eu já não tenho mais. No sexto ano, quando saí da escola que eu passei minha vida toda lá, eu nunca mais encontrei amizades assim. Até tenho, mas não posso me abrir completamente porque sei que o máximo que podem fazer por mim é me zoar e me achar um otário. Questionar tudo o que eu posto no Facebook e criticar o meu jeito de ser. Minha vontade era de ter uma amizade como antigamente, amigos não tão normais porque odeio a mesmice e o politicamente correto que as pessoas insistem em ter. Que eu consiga falar o que eu sinto sem que me julguem mas que não me apoiem em tudo o que eu faça.
Hoje, já não tenho tantas notícias dos meus amigos de antigamente, mas com certeza nunca vou esquecer a turminha de dois mil e oito. Acho que estão conseguindo por aí realizar seus sonhos, o ruim é que tomamos caminhos diferentes.
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