Já fugi de várias coisas, situações e pessoas. É tão mais fácil dizer um não sei, volta amanhã do que encarar tudo logo de uma vez. É clichê, mas tenho a mania de adiar o inadiável. Fugir, se ausentar.
Não vou mentir, mas confesso que até um tempo atrás eu morria de medo de encarar as pessoas, tinha receio de falar por medo de não me compreenderem ou por transbordar pra fora a minha infantilidade que carrego comigo até hoje. Mas uma hora eu tive que acordar antes que seja tarde demais. Vi que ninguém vai resolver a minha vida e pagar as minhas contas, que por mais que determinadas pessoas não gostem de mim isso não vai me fazer uma pessoa menos ruim por isso.
Quer saber a verdade? A verdade mesmo é que crescer é uma droga. O que eu mais tenho saudade é de gostar de odiar minhas primas sem motivo. Coisa de criança, sabe. Sem exigências, sem muitas cobranças. Meus pais tem a velha mania de acrescentar mais um ano na minha idade e vivem me chamando de adulto. Cobrando coisas de adulto, fazendo parecer que eu já sou um adulto. - Alô psicólogos, preciso de ajuda -.
Mas a verdade é que eu não sei. Me pergunto se me estão me sobrecarregando ou se a vida é assim mesmo, cheia de exigências e tendo regras a cumprir...eis a questão.
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