terça-feira, 23 de julho de 2013

Sobre aquilo que carrego comigo...

Eu não sei vocês, mas eu adorava assistir Sítio do Picapau Amarelo. Era um vício, obrigatoriamente eu tinha que acordar antes das 10h e ir direito pro sofá com meus lençois e esperar começar logo. Lembro que antes de começar tinha o Xuxa, planeta da imaginação. Quem aí lembra da bruxa Keka(?!) Pois é. Ao contrário de muitas pessoas tive a melhor infância de todas. Não tenho do que me queixar. Nos finais de semana eu ia pra casa da minha avó. Sempre com o intuito de passar a noite lá, mas não conseguia porque tinha saudades dos meus pais e queria que minha mãe viesse me buscar o mais rápido possível. Meu avô era boiadeiro, me levava pros sítios ver os animais na pequena carroça que ele tinha na época. Sabe aquelas botas de cowboy? Ele me deu uma de presente, achava aquilo o máximo. Usei até se rasgar.

Ontem, fiz uma scanner com alguns achados e perdidos e comecei a reviver cada segundo daquilo de novo. É tão bom lembrar de como você se sentia antigamente, de como você era e de como você pensava. Quando você cresce, você começa a dar lugar pra coisas sem grandes importâncias e muitas vezes tudo aquilo que você mais detestava acaba se tornando parte de você. É meio paranoico, mas sabe quando você olha as pessoas na rua e pensa que cada uma daquelas pessoas carrega consigo uma história de vida. E sim, a verdade é que somos feitos de grandes histórias. É como se te desses um livro em branco e que o grande escritor do livro seja você mesmo. É aprender que muitas vezes o importante é se deixar desconstruir para depois fazer as coisas de outro jeito, mais fortes, melhores.

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