quinta-feira, 7 de março de 2013

Medo de quê?

Eu tenho medo de deixar passar o tempo e não me ver mais nele. De olhar muito pra frente ou muito pra trás e me desperçar de me olhar no próprio espelho. Sei lá, a gente vira script rodado de blockbuster da sessão da tarde. Essa é uma das minhas grandes frustações; não vou mais a festas como antigamente, vozes minúsculas me perdem paciência. O olhar mal encarado, de superioridade e de desprezo aos pequeninos. E quem me dera que essa superioridade fosse apenas por causa da diferença de altura. E me assusta que nossos sonhos sejam tão descartáveis quanto os copos plásticos ou a decoração da mesa dessas mesmas festas infantis que paramos de frequentar. Lembro ainda que, quando criança; morria de medo de ficar sozinho no escuro. É como se só lá conseguíssemos criar um mundo diferente. Era só fechar os olhos que a imaginação de um mundo de possibilidades vinha à tona. Mas junto com o medo do escuro, a imaginação também se foi. Mas não, sonhos não mudam. O que muda é a cabeça do sonhador na verdade. É que, a  gente parece muito limitado a enxergar só aquilo que está ao nosso alcance, lamentável.

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