terça-feira, 12 de março de 2013

Eu queria te falar...


Eu queria te falar das horas que passo em frente a tela do computador. Meu estado de espera, as borboletas no estômago quando vejo você disponível, quando recebo uma sms ou quando vejo uma chamada não atendida sua. Queria falar das nossas diferenças, queria falar também sobre as coisas que andei lendo só pra poder te impressionar. 

É verdade, eu confundo tudo, me cobro demais, te cobro demais e no final de tudo acabo fugindo. Eu fujo por não saber amar. Mas, quem é que sabe afinal? Amar quando se torna impossível demais acaba se tornando chato. Mas, talvez esse seja o barato da vida. As coisas impossíveis nos dão uma força maior pra tentar, tentar quantas vezes possível for.

Eu queria te falar que o seu nome é o primeiro da agenda e que todas as noites tenho vontade de te ligar. Mas não dá, meu orgulho é muito maior do que qualquer "possível" sentimento. Talvez eu nem deveria escrever essas coisas aqui. Pra quê? Pra depois começar a tripudiar em cima, me tornar simples e descartável e jogar fora? 

Quando nunca se amou de verdade, passamos a pensar que qualquer gesto se torna uma pista. É que são tantas decepções que deixamos o orgulho entrar, só pra não quebrar a cara de novo. Mas, é inevitável isso. Eu acordo todo dia com uma sensação de um eterno soco no estômago. E que todo dia ao me levantar, a primeira coisa que eu faço é olhar pro celular. Triste realidade, não tem nada ali. Apenas as sms's do primeiro dia em que nos falamos pela primeira vez.

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