Vejo
tanta gente reclamando da vida. Meu coração chega a dar um nó cego. Eu
sei que cada um tem a sua força e o que é um problemão para mim pode não
ser para você. Sei que um indivíduo é diferente do outro, que cada um
tem a sua fé, a sua bagagem emocional. Sei mesmo. Mas eu só queria que
você soubesse que tem gente em uma situação pior que a sua. Que o ruim
mesmo é não ouvir e sentir a barriga roncar
e não ter o que comer. Que desesperador mesmo é ter uma doença grave e
não ter condições de pagar um bom médico ou fazer um exame sem ter que
esperar por meses em uma fila. Que triste mesmo é perder quem a gente
ama. Que terrível é ver o filho chorando de fome e não ter dinheiro para
comprar um pão no supermercado. Que agoniante é não ter onde morar, pra
onde ir ou voltar.
Quem
sou eu para julgar a dor do outro? Ninguém. Não estou aqui para fazer
julgamentos ou apontar um dedo no meio do seu nariz. O mundo já está
cheio dessas pessoas - e eu também. Só quero que você pare um pouco para
pensar: será que as coisas não estão sendo maximizadas? Precisa tanto?
Esse assunto realmente tem importância? Esse problema realmente é tão
cabeludo?
Vale
a pena pensar - hoje e sempre - no que estamos fazendo com o que somos.
Você sabe de fato o que é? E o que faz com isso? Vale a pena o
questionamento, a dúvida, a pulga atrás da orelha. Não podemos parar,
senão o mundo nos atropela sem dó.
Por: Clarissa Corrêa

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