domingo, 17 de novembro de 2013

Dope


Era apenas mais uma tarde de domingo qualquer, Ana olhava pela janela e se deparava com os vidros embaçados da chuva que fazia lá fora. Intempestuosa, acabou encontrando um álbum de fotos que encontrara em uma daquelas gavetas nostálgicas e esquecidas de seu quarto. Temo que nem foi preciso revirar muitas páginas do álbum pra poder sentir saudade. Saudade, talvez seria essa a lembrança mais dolorosa de Ana, afinal, somos todos movidos por ela. Na noite anterior, ali estava. Deitada, ouvindo sua melhor música, descompassada tentando escrever. Sim, escrever. Escrever aquilo que não conseguia entender, escrever sobre seus casos, sobre aquilo que lhe sufocava por dentro e queimava no peito. Escrevia pra lembrar ou pra tentar esquecer? Ana queria apenas entender a si mesma. Suas confusões e borboletas que haviam em seu estômago, descobrir suas próprias verdades e incidências. Alguém por favor, poderia aumentar um pouco a música? Dope.


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