sábado, 5 de outubro de 2013

Em um breve parágrafo.

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Outro dia acabei encontrando um caderno de quando eu fazia o sexto ano, em mais um dessas gavetas antigas que a gente tem no guarda-roupa. Um disparate. Sabe aqueles caderninhos cool de perguntas e respostas que seus amigos respondiam? Então. Comecei a relembrar os velhos tempos e as lágrimas que enchiam meus olhos quando via que aqueles xxxxxx da garota que eu gostava não correspondiam com meu nome. Eu era bobo desde cedo. Depois de alguns dias comentei com algumas pessoas da minha sala a respeito daquele tempo. De repente a garota que eu gostava conta que ainda tem a carta que fiz pra ela na época. Fiquei super nervoso, minha vontade na hora era de surgir um buraco no chão e me atirar dentro. Então pedi que ela trouxesse no dia seguinte pra ver ( na verdade eu queria lembrar o quão idiota eu fui na época pra nunca mais repetir a mesma burrada ). No dia seguinte ela me mostra a bendita carta cheio de desenhos bobos. Escrevia sobre o amor da maneira mais boba que existe "Do fundo do meu coração". Isso me acompanhava desde que inventei de fazer cartinhas para as minhas professoras no jardim de infância, adorava agradar as minhas professoras e sim, eu amava-as.

Bateu saudade, saudade da época, saudade da inocência que eu ainda tinha em me abrir para as pessoas de cara limpa, saudade da coragem e de todos aqueles momentos. Fiz um balanço de tudo isso e percebi que de acordo com o tempo você vai desacreditando nas pessoas, você começa a perceber que nem todo mundo tem a ingenuidade no olhar como você acreditava ter. O hoje é completamente diferente do que era antes: Ninguém me percebe, ninguém me olha. Todos sabem dos meus sentimentos, mas ninguém sabe que são meus e pra quem eles realmente são.

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