sexta-feira, 26 de abril de 2013

Em uma sexta á noite...


Eu não sei aceitar as pessoas como elas são. E acredito que ninguém me enxerga como eu sou de verdade. Vale lembrar que existem três pontos primordiais: como eu sou, como eu quero que as pessoas me vejam e como eu queria ser. Ninguém me enxerga como eu sou, elas param e olham, podendo enxergar de uma forma básica, sem aprofundamento ou algo superficial. O jeito que eu quero ser ninguém sabe, e confesso que eu vivo mudando a todo instante. Brigo comigo mesmo, vejo as outras pessoas e acabo me pegando dizendo pra mim mesmo: porque eu não sou daquele jeito ou não ajo daquela forma que outro age?

É tão mais prático ser daquele jeito, simples e reservado. Muitas vezes ser transparente demais acaba atrapalhando, perdendo a graça. Eu queria ser de um jeito, faço o meu melhor mas muitas vezes faço o contrário. Nunca quis um mundo de sorriso branco e coração de ouro. Eu só queria um mundo com mais humanidade e humildade. É pedir muito? Humildade pra reconhecer que ninguém é melhor do que ninguém, é saber dentro de si quando se está errado ou quando não está. 

É uma luta constante, a gente vai tentando entender, até porque se não conseguir é capaz de acabármos sozinhos em uma solidão gelada, então a gente vai tentando entender e aceitar todos os dias...todos os dias.

Nenhum comentário:

Postar um comentário