quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Vivo online

Como sou o extraterrestre da turma, as vezes até o mais esquisito. Acordei com algo estranho, algo que não sei explicar. Acordei me sentindo mais feio, idiota, e dez vezes mais dramático. - mentira, não senti nada disso, usei apenas pra descrição -.

Geralmente é assim, tem dias que queremos passar o dia toda em casa, se possível for se acabando de chocolate em frente à tv jogado no sofá, talvez assim você esqueça mais dos problemas bizarros do cotidiano. Sei lá, parece que fazemos algo de errado, quando passamos na rua, e aqueles amigos do Facebook começam a te olhar sem parar, ocorre um desespero na hora. - Será que um pássaro cagou em cima da minha cabeça? -. Parece que agora tudo gira em torno do que dizemos, no caso, escrevemos nas redes sociais. Estranho isso, não?

Odeio não poder ir de pijama na padaria, odeio usar um óculos pra disfarçar a cara de sono de todas as manhãs. É como se, mesmo quando você se desconecta do computador, da internet, ainda ficássemos online o tempo todo e pra todo mundo. Vou confessar que antes morria de medo, de passar alguém "conhecido" de alguma rede social, e me visse pessoalmente e descobrisse que não sou tudo aquilo que as pessoas veem na foto. Coisa louca.

Isso tudo é paranoia, vi que a vida é mais que uma rede social, é mais que uma simples postagem no Facebook, um tweet reclamando de alguma loja no Twitter. 

É como se não vivêssemos nossa vida pra poder agradar a Elite das redes sociais.

Sinto ausente de mim, da vida, preocupado com o mundo online lá fora.


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