Sem querer acabei encontrando uma foto antiga minha na praia, com meus familiares. Como o tempo passa rápido né? Parece até que foi ontem que eu carregava minha lancheira com meus doces e sanduíches pra escola. Uma das mais inesquecíveis viagens que fiz foi Janeiro de 2010, aquelas festas de final de ano. Lembro de tudo como ontem.
Na véspera da viagem eu nem conseguia dormir direito fazendo planos bobos, colocando coisas inúteis na mala. Saíamos as quatro da madrugada. Mas minha ansiedade em acordar primeiro fazía-me despertar as três. O barulho do relógio era terrível, parecia que as horas não se passavam. Quando todos despertavam a disputa pelo café da manhã era terrível. Fomos com uns amigos. Já que meu pai sempre se mostrava ausente das coisas em que fazíamos.
Depois de muita correria, e minha mãe aos berros gritando pela bagunça que eu e minha irmã, fazíamos. Lá estávamos nós dentro do carro. Eu já entupido de remédio pra dormir. Só lembro das vezes em que parávamos para o café. Com toda aquela ansiedade em que eu estava. Eu realmente só ficava feliz quando via aquelas ruas bem praianas de Trairi, mais uma praia daquelas que passam na televisão daqui do Ceará. Lembro procurar em todos os becos e ruas um pedacinho do mar.
Chegando lá, encontrávamos algumas pessoas. Acho que familiares dos nossos amigos. Finalmente encontrei um menino quase, da minha idade que fazia o ensino médio eu pensei: como são altos, adultos. Que bobagem aquela. Ficamos hospedados na casa dos familiares dos nossos amigos. Eu torrava o saco da minha mãe pra ir logo pra praia. Almoçamos rapidamente e corríamos diretamente para o mar. Igual aquelas tartarugas sabe? Parecia um pato dentro d'água. Gostava de tudo aquilo. Da chinela atolada de areia. Da sunga com minhas pernas magras e branquelas, do sol. Mas o que mais gostei mesmo foi de estarmos ali, felizes e de uma forma ou de outra em "família".
Depois de uma tarde de sol. Íamos para o point da cidade que provavelmente até hoje era uma pracinha com lanches e um parquinho. Eu gostava sempre de ficar perto dos adultos. Ou quase, adultos. Ao final da noite, me entupia de comer salgados cheios de maionese. Era essa a rotina os dias em que ficávamos lá. Na noite da virada, lembro que achei tudo diferente. Por lá, tinham vários turistas. Como toda criança curiosa apenas ficava observado cada gesto dos turistas. Desejávamos felicidades a todos. Era tudo alegria.
Hoje, três anos se passaram. E vejo que tudo mudou. Minha mãe não tem tempo para viagens como essas. Meu pai cada dia que passa se mostra mais ausente, e não gosta muito de viagens. As pessoas com quem fomos na época, quase não temos mais contato.
O que me dói mais, é saber que um tempo ou outro. Quando nossos filhos perguntarem quem são aquelas pessoas da foto. Não vamos mais reconhecer ninguém. Que cada um vai seguir seu rumo. Um pena!
A gente cresce ,e percebe que a melhor parte da vida já passou.

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